Mais uma série de dicas que vão facilitar a sua análise de dados qualitativos.
O artigo de hoje é jogo rápido! Afinal, já falamos de análise de dados qualitativos no artigo “Como analisar dados qualitativos com John W. Creswell”. Mas hoje, vamos abordar o tema mais uma vez.
Só que, agora, trazendo outras dicas rápidas, que englobam tanto o antes, quanto o durante o depois da pesquisa. Aliadas ao método de Creswell, elas vão facilitar o seu processo de análise, tornando-o ainda mais ágil e certeiro.
Confira!
Antes de começar a sua pesquisa…
- Não faça metas inatingíveis! Ter os pés no chão do que se pode, ou não descobrir com uma pesquisa é fundamental.
- Crie um passo-a-passo e estabeleça marcos para verificar seu progresso.
- Mantenha-se no nível de análise que você precisa. Não se aprofunde mais do que o necessário. Vai te tomar tempo e esforço.
- Escolha qual abordagem de análise vai usar. Ela pode ser de conteúdo, do discurso ou retórica clássica, por exemplo.
- Escolha qual paradigma de crítica de leitura vai adotar. E é importante que você esteja, ao menos, familiarizado com ele. Dentre as opções estão: formalista, psicológica, sociológica, pós-moderna, retórica, pesquisa narrativa etc.
Durante a sua pesquisa…
- Esteja preparado para questionar sempre! Por mais que você já tenha definido o objetivo e tenha algumas suposições, o cenário pode se alterar à medida que a pesquisa acontece. Esteja preparado para isso.
- Se preocupe com as perguntas. Elas precisam ser bem elaboradas, pertinentes e claras.
- Teses, dissertações e artigos sobre o tema podem te ajudar a trazer questões pertinentes para a pesquisa. Use-os como fontes e preciso.
Depois de feita a pesquisa…
- Transforme em texto suas anotações, observações, transcrições e até mesmo o que houver de dados estatísticos. Vai facilitar a sua análise, uma vez que dados qualitativos são basicamente textos. Relate aquilo que já tinha conhecimento e certeza e narre o seu processo de análise. E não se esqueça de revisar tanto a linguagem, o conteúdo, as citações e referências.
- Levante os dados que você tem, formule sua hipótese, teste-as e elabore uma teoria. Depois disso, é importante que você cheque se sua teoria que você encontrou não foi proposta antes.
- Visite e revisite seus dados e teorias. Com base neles, crie modelos representativos ou explicativos. E rejeite os modelos implausíveis, com base nos princípios de falseabilidade e verificabilidade.
- Dados não são conhecimento, por isso, é preciso refinar os dados brutos. Para isso, crie categorias, corte dados desnecessários, segmente e destaque o que for fora da curva.
- Organize, filtre, classifique seus dados.
- Crie tipos ideais, personas e modelos operacionais, mas nunca os tome por reais. São construções ideais para a sua pesquisa.
- Ao final, reduza seus dados para uma unidade analítica, como em uma frase.
- Distribua seus dados ao longo de uma linha cronológica e desenhe cronogramas e fluxogramas dos principais eventos, pessoas, períodos e processos.
- Explique as relações de causa e consequência.
- Mapeie parâmetros e fatores em que as transformações ocorrem.
- Quais são os tópicos mais frequentes? Compare o que é semelhante e o que é diferente.
- O que é geral e o que é exceção? Identificado isso, vale a pena identificar o caso mais extremo e o mais comum.
- Desenhe mapas, esquemas, tabelas, mapas mentais, diagramas… Torne os dados visuais!
- Veja o que você pode provar e o que você não pode. E, claro, a razão disso.
- Mantenha um registro de seus erros, para que não os repita futuramente.
- Crie modelos coerentes e avalie a credibilidade da fonte e dos dados.
- Discuta os seus dados, hipóteses, descobertas e teorias com sua equipe. Afinal, todo feedback é bem-vindo.